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Cinquenta e um anos, nove meses e quatro dias de espera…

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pois tinham vivido juntos o suficiente para perceber que o amor era o amor em qualquer tempo e em qualquer parte, mas tanto mais denso quanto mais perto da morte.”

Não sou capaz de lembrar com precisão qual o primeiro livro que me fez chorar, seria exigir demais da minha memória emocional. No entanto, posso dizer qual o primeiro livro que me chega à memória quando penso em lágrimas: “O amor nos tempos do cólera”. Foi o primeiro livro do Gabriel García Márquez que li e que me fez adentrar em todas as demais obras dele (as que li – claro). Definitivamente, um autor que fala direto ao meu coração. A escrita de Gabriel é perfeita, doce e ácida ao mesmo tempo.

Não tenho certeza, mas acho que tinha 14 anos quando peguei esse livro, que surrupiei da minha irmã, apenas por curiosidade em relação ao título. Achava que não tinha nada a ver falar de amor no meio do cólera, por isso, paguei pra ver qual era. O resultado foi um encantamento profundo. Toda a atmosfera do livro é delirante e, por vezes, lembra um sonho ao qual fiz questão de me entregar completamente e chorei…chorei…chorei…lembro que uma noite dormi cansada de tanto chorar agarrada ao livro.

A história central é a espera de Florentino Ariza por Fermina Daza. Um amor que aguarda, angustiadamente, cinqüenta e um anos, nove meses e quatro dias para se concretizar. Essa é a história que conduz a narrativa, mas muitas outras se entrelaçam a ela. Todos os personagens são ricos e complexos e as tramas paralelas possuem uma força enorme. Mais importante do que a espera de Florentino é a trajetória dele. Florentino conhece Firmina ao entregar correspondências para seu pai e ambos passam a trocar cartas de amor por quase dois anos, até o dia que Florentino pede Firmina em casamento. Firmina aceita, mas pede que o amado a aguarde por mais dois anos. Próximo a data marcada, o pai da moça descobre o romance e, na perspectiva de separá-los, envia a filha para fora da cidade. No entanto, os enamorados continuam trocando cartas por mais dois longos anos. Quando Firmina retorna para a casa do pai, entra um novo personagem em cena. Juvenal, um jovem estudado e com todos os requisitos de bom marido, se apaixona pela moça e com ela se casa. Firmina casa sem amor, mas no decorrer da narrativa fica evidente que um amor profundo cresce entre os dois. Sinceramente, não sei a quem Firmina amou mais profundamente, se o marido ou Florentino. Da mesma forma, não é possível medir o amor de Florentino por ela, pois às vezes parece pura obsessão. Porém, a beleza do livro reside justamente aí, na incomensurabilidade dos sentimentos. Não são afetos certinhos e lógicos que cabem numa ordenação. São sentimentos complexos, profundos e contraditórios, o que o trecho a seguir evidencia:

“(…) com ela aprendeu Florentino Ariza o que já padecera muitas vezes sem saber: pode-se estar apaixonado por várias pessoas ao mesmo tempo, por todas com a mesma dor, sem trair nenhuma. Solitário entre a multidão do cais, dissera a si mesmo com um toque de raiva:o coração tem mais quartos que uma pensão de putas.”

Acho que foi esse livro que me fez acreditar que o amor pode até durar para sempre, mas que nunca será um sentimento linear. O amor sofre mutações constantes e precisa disso para sobreviver.

 “Coisa bem diferente teria sido a vida para ambos se tivessem sabido a tempo que era mais fácil contornar as grandes catástrofes matrimoniais do que as misérias minúsculas de cada dia. Mas se alguma coisa haviam aprendido juntos era que a sabedoria nos chega quando já não serve para nada.” 

É lindo perceber as mutações das pessoas e dos sentimentos…

“… mas se deixou levar pela convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.”

E quanto tempo se pode esperar para descobrir o outro e a si mesmo. E quanto tempo se pode carregar uma paixão, um amor?

“- e até quando acredita o senhor que podemos continuar neste ir e vir do caralho? – perguntou.
florentino ariza tinha a resposta preparada havia cinquenta e três anos, sete meses e onze dias com as respectivas noites.
– toda a vida – disse.”


Para quem se interessar pelo livro, segue aqui para download


Também estão participando da brincadeira a Niara de Oliveira do Pimenta com Limão, a Luciana do Eu Sou a Graúna, a Tina do Pergunte ao Pixel, a Renata do As Agruras e as Delícias de Ser, a Rita do Estrada Anil, a Marília do Mulher Alternativa, a Grazi do Opiniões e Livros, a Mayara do Mayroses e a Cláudia do Nem Tão Óbvio Assim. E tem mais a Fabiana Nascimento que posta em notas no seu perfil no Facebook.

Sonhando com deuses e deusas

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Tenho lembrança de alguns livros maravilhosos que li na infância, mas escolhi o que me carregou para inúmeras outras viagens literárias. Quando tinha 9 ou 10 anos, não sei precisar a idade exata, li “Ilíada” para o colégio. Lembro que fiquei completamente apaixonada pela mitologia grega. Era uma edição para crianças, claro, toda ilustradinha. Fiquei encantada pelos deuses e deusas do Olímpio. Como fui criada dentro da tradição católica – fiz primeira comunhão, crisma e tudo mais –, fiquei completamente maravilhada com aquela diversidade de deuses e deusas. Acho que comecei a questionar a religião que tentaram me empurrar nessa época mesmo. A história envolvendo deuses e deusas que, assim como os humanos, eram cheio de contradições mexeu demais comigo. Fui instigada a procurar mais e mais livros como “O destino de Perseu”, “Odisséia”, “Teseu e o minotauro”, entre outros.

No entanto, o mais emocionante foi descobrir a enciclopédia Barsa…rs . Pois é, lá em casa, havia uma coleção da Barsa para a qual eu nunca havia olhado. Depois que comecei a procurar livros sobre mitologia, e terminei de ler todos da biblioteca do colégio, resolvi partir para a enciclopédia. Eu procurava o nome de um dos personagens do livro e depois corria para ler todos os verbetes relacionados. Coloquei abaixo todos os volumes da enciclopédia empoeirada que ficava paradona numa prateleira esquecida da minha casa. Foi uma viagem maravilhosa. Fiquei até na dúvida se não seria a Barsa meu livro favorito da infância…rs. Mas antes de escrever o post, contei isso pra uma pessoa que disse que era muito nerd esse lance de enciclopédia…hahaha. Ok, mas não foi por isso que desisti da Barsa. A questão é que quem me levou a ela – e a muitos outros livros -, foi “Ilíada”. Não preciso fazer aqui a sinopse, né? Acho que todo mundo está careca de saber da história de Helena, do cavalo de tróia e tal….mas ilustrado é bem mais legal, gente. Não encontrei a capa do livro que li quando criança, mas vi que existe uma edição bem atual da Coleção “Reencontro Infantil” da editora Scipione composta de grandes clássicos da literatura mundial para crianças.

Link para conhecer a coleção da Scipione aqui

Também estão participando da brincadeira a Niara de Oliveira do Pimenta com Limão, a Luciana do Eu Sou a Graúna, a Tina do Pergunte ao Pixel, a Renata do As Agruras e as Delícias de Ser, a Rita do Estrada Anil, a Marília do Mulher Alternativa, a Grazi do Opiniões e Livros, a Mayara do Mayroses e a Cláudia do Nem Tão Óbvio Assim. E tem mais a Fabiana Nascimento que posta em notas no seu perfil no Facebook.

Não gosto de Pollyanna(s). Ponto.

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Não é fácil escolher o livro que menos gostamos, mas não o fiz por questões literárias apenas. Sei que muita gente gosta desse livro e o acha lindo, mas a relação que temos com os livros é muito particular e cabe a cada um/a fazer seu próprio julgamento. Este é o meu…

Fiquei pensando em vários critérios de escolha e de repente…plim…pensei no livro que mais me oprimiu. Aí logo veio a mente “Pollyanna”. Eu devia ter por volta de 11 ou 12 anos de idade, não lembro direito, quando minha mãe chegou com esse livro pra mim. Achei estranho logo de cara, pois ela não tinha o hábito de me presentear com livros, mas entendi tudo quando comecei a leitura. Nessa idade eu vivia num mundo muito particular. Vivia agarrada com livros e com minhas revoltas pré-adolescentes. A Pollyanna era tudo que eu não era e não queria ser, na minha visão, uma conformada. Podem dizer tudo de lindo desse livro…que Pollyanna via o melhor no mundo, nas pessoas e na vida, mesmo diante das maiores dificuldades. Não adianta. Naquele momento, tudo que eu sentia ao paginar o livro era “conforme-se, adapte-se ao mundo, aceite”.

O pior é que todo dia minha mãe perguntava o que eu estava achando do livro. Todo dia elogiava a pitomba da Pollyanna e dizia que eu deveria aprender com a personagem. Humpff…minha raiva da pobre Pollyanna só crescia. Acabei criando um ódio da personagem como aquelas pessoas que desejam matar a vilã da novela das oito. Quanto mais boazinha era a criatura, mas eu a odiava. O pior de tudo é que naquela idade eu não tinha condições de compreender minha raiva e acabava me sentindo mal por detestar uma menina que era um doce, um exemplo de ternura e bondade. Acabava me sentindo o oposto disso e ficava péssima. A Pollyanna estava SEMPRE sorrindo e brincando com aquela chatice de “jogo do contente”. Poxa, que menina chataaaaaaaa. Era só isso que eu pensava. Eu chegava a querer beliscar a criatura pra ela entender que ninguém no mundo era tão lindinho assim. Bom, isso eu digo hoje, pois eu não elaborava que era essa a razão do meu incômodo. Ela não mudava nunca. Não duvidava nunca da bondade dos outros e nem da sua própria bondade. Pollyana é um personagem absolutamente reto e sem nuances. E pra mim, que sempre me interessei muito mais pelas chamadas “vilãs”, foi uma tortura a leitura desse livro.

Na verdade, isso diz muito da minha personalidade. Eu não sou linear, não sou completamente boa e nem má, sou uma pessoa cheia de contradições, assim como qualquer outro ser humano. Não faço a menor questão de ser santa e toda vez que vejo uma pessoa tentando ser Pollyanna, continuo com vontade de dar aquela beliscada. Até hoje!

Rápida sinopse: A menina Pollyanna vai morar com uma tia ríspida (estereótipo da mulher que chamam de mal-amada) depois da morte de seus pais. A tia não a trata muito bem, mas tem uma empregada bondosa (bem no papel de dócil serviçal) que ajuda a Pollyanna. A menina Pollyanna tem uma personalidade bem peculiar – pra não dizer irritante -, pois está sempre sorrindo e vendo o lado bom de tudo. Para isso ela joga o que chama de “Jogo do Contente”, que aprendeu com seu pai, e acaba contagiando a todos e mudando suas vidas. Assim a heroína branca de olhos claros vai vencendo todas as dificuldades e mudando a vida de todos a sua volta. É um livro de auto-ajuda disfarçado e nada mais. :/

É isso, detesto o livro e detesto o espírito Pollyanna de ser. Pronto Falei!

Pra quem desejar tirar suas próprias conclusões, segue o link para baixar a obra de Eleanor HPorter >> aqui

Também estão participando da brincadeira a Niara de Oliveira do Pimenta com Limão, a Luciana do Eu Sou a Graúna, a Tina do Pergunte ao Pixel, a Renata do As Agruras e as Delícias de Ser, a Rita do Estrada Anil, a Marília do Mulher Alternativa, a Grazi do Opiniões e Livros.

A mulher habitada – “Coisas que não decidi acabaram decidindo minha vida”

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É absolutamente lugar-comum dizer que foi muito difícil escolher o livro mais querido de todos os tempos, né? Eu sei, mas foi isso. Foi tão difícil que atrasei minha entrada nessa onda, mas enfim…vamos lá. “A mulher habitada” foi o último livro que mexeu com as minhas entranhas. Não o escolhi por ser o último, claro, embora saiba que isso conte muito, pois as sensações ainda estão muito presentes. Sabem aqueles livros que fazem a gente se revirar na própria alma? Enfrentar alguns dos nossos maiores questionamentos, medos, desejos, aspirações e delírios? Foi isso. Engraçado que uma grande amiga minha (Monica Bonadiman) foi quem me indicou a leitura e me emprestou o livro, mas acabei por deixá-lo alguns meses parado na estante. Olhava, olhava e nunca começava a ler. Aí a Monica pediu de volta e eu não quis devolver, depois de sequestrá-lo por tanto tempo, sem ter lido uma página sequer. Seria uma indelicadeza. Por isso, comecei a ler rapidamente e…de repente…não conseguia mais parar. Devorei o livro em menos de três dias. Dias intensos, pois às vezes eu era obrigada a parar a leitura pra chorar, pensar, me desfazer e refazer para voltar a suas páginas.

A Mulher Habitada é um livro de Gioconda Belli, poetisa e revolucionária nicaraguense. A personagem principal do livro “Lavínia” é quase um alter ego da autora que foi militante da Força Sandinista de Libertação Nacional e derrubou, na década de 70, o ditador Anastacio Somoza que aprisionou a Nicarágua por mais de 40 anos.

Duas coisas que não decidi acabaram decidindo minha vida: o país onde nasci e o sexo com que vim ao mundo” diz Gioconda Belli. A autora consegue carregar esse sentimento de forma magistral em todas as páginas do livro. Lavínia, uma das personagens centrais da trama, entra na luta armada pela libertação do país a parti do momento em que começa a questionar sua própria vida que era confortavelmente burguesa. A personagem vai fazendo escolhas políticas ao longo do livro ao mesmo tempo em que começa a se defrontar mais profundamente com sua realidade enquanto mulher. Lavínia passa a dividir, além das lutas, uma história de amor com um revolucionário do mesmo grupo, mas vai encontrar nessa relação aquelas profundas contradições que nós mulheres encontramos quando estamos em movimentos e nos deparamos com os limites que nossos companheiros têm em romper com o machismo.

Mas Lavínia não é a única protagonista do livro, na verdade, são duas mulheres, pois a narrativa vai fazendo paralelos entre a história de Lavínia e da índia Itzá. Ambas não aceitaram os papéis designados a elas enquanto mulheres. O espírito de Itzá, que habita uma laranjeira no quintal de Lavínia, vai sentindo a vida e as sensações de Lavínia através da releitura de sua própria história. Quatro séculos antes, Itzá abandonou o seio de sua comunidade e partiu para a guerra contra os colonizadores espanhóis ao lado de um guerreiro que era seu grande amor. Embora as histórias de amor dessas duas mulheres sejam muito fortes, ao contrário do que possa parecer, não foi por causa delas que Lavínia e Itzá entraram nas lutas. Foi por desejo de auto-descoberta e por uma profunda inquietação com o mundo. Na verdade, os amores vão ser o “lugar” das contradições em suas vidas, sobretudo, na de Lavínia.

Não acho que sou uma boa comentarista de livros…rs…acho que não consigo traduzir nem de longe as sensações provocadas por essa leitura. Narrando assim a história de Gioconda, pode parecer um roteiro bem previsível e piegas, mas não é. Como grande poetisa, Gioconda  consegue mostrar a beleza em meio a tragédia e, principalmente, a coragem diante das incertezas.

Bom, gente…é isso. Não consegui achar o livro em PDF para baixar e parece que não está disponível para venda nas grandes livrarias, mas a Niara me deu a dica desse link onde é possível comprar através da Estante Virtual>> http://www.estantevirtual.com.br/q/gioconda-belli-a-mulher-habitada

Aproveito pra agradecer minha amiga Monica por me indicar e emprestar esse livro maravilhoso. Vou correr pra Estante Virtual, pois é um livro pra gente ter perto da gente 😉

Também estão participando da brincadeira a Niara de Oliveira do Pimenta com Limão, a Luciana do Eu Sou a Graúna, a Tina do Pergunte ao Pixel, a Renata do As Agruras e as Delícias de Ser, a Rita do Estrada Anil, a Marília do Mulher Alternativa, a Grazi do Opiniões e Livros.

30 livros em um mês – vamos lá!

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Fiquei sabendo da brincadeira através da amiga “de antenas ligadas” Niara de Oliveira, do Pimenta com Limão,que ficou sabendo através da Luciana Nepomuceno, do Eu Sou a Graúna (que por sua vez ficou sabendo através da Tina Lopes, do Pergunte ao Pixel). O lance é escrever 30 dias seguidos sobre os livros que mais marcaram a vida de cada uma de nós.

A princípio, tive resistência. Aliás, ando com muita resistência de escrever qualquer coisa, mas a amiga das anteninhas – a Niara – convidou com jeitinho…rs E depois que comecei a ver os posts das outras menina, bateu a vontade de relembrar os livros maravilhosos que já li na vida. Senti saudades dos tempos que eu tinha tempo para fazer leituras por puro deleite. Nossa, eu era uma devoradora de livros. Era capaz de concluir livros gigantes em dois dias. O fato de ter sido uma adolescente meio reprimida (não por timidez, pois eu sempre gostei de sair, falar e tal, mas porque minha mãe era do modelo “super-controladora”) contribuiu para que eu me refugiasse nos livros. Então, pra relembrar todos esses livros amados, topei o desafio. Começo a postar no sábado;)

Quem mais está na brincadeira? A Luciana e a Renata Lima, do As Agruras e as Delícias de Ser, Rita, do Estrada Anil e a a Marília do Mulher Alternativa

Nosso roteiro:

Dia 01 — O livro mais querido de todos os tempos

Dia 02 — Um livro que você não gosta

Dia 03 — O livro favorito da sua infância

Dia 04 — O primeiro livro que lhe fez chorar

Dia 05 — Um livro que lhe faz sorrir

Dia 06 — Um livro do seu autor favorito

Dia 07 — Um livro que você odiou mas teve que ler para a escola

Dia 08 — O livro mais assustador que você já leu

Dia 09 — O livro mais triste que você já leu

Dia 10 — O clássico favorito

Dia 11 — O livro favorito com animais

Dia 12 — O livro favorito de ficção-científica

Dia 13 — Um livro que te faz lembrar de alguma coisa, um dia

Dia 14 — Um livro que te faz lembrar de alguém

Dia 15 — O livro favorito dos feriados e folgas

Dia 16 — O livro favorito que virou filme

Dia 17 — Um livro que é um prazer culpado

Dia 18 — Um livro que ninguém esperaria que você gostasse

Dia 19 — O livro de não ficção favorito

Dia 20 — O último livro que você leu

Dia 21 — O melhor livro que você leu este ano

Dia 22 — Livro favorito você teve que ler para a escola

Dia 23 — O livro que você leu mais vezes durante toda a vida

Dia 24 — Sua série de livros favorita

Dia 25 — Um livro que você odiava mas agora ama

Dia 26 — Um livro que lhe faz adormecer

Dia 27 — A história de amor favorita

Dia 28 — Um livro que você pode citar de cor

Dia 29 — Um livro que alguém leu pra você

Dia 30 — Um livro você ainda não leu mas quer