Semiárido – Tecituras da Vida

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Hoje é um dia especialmente feliz. Sabe quando um trabalho feito com muita dedicação finalmente nasce para o mundo? Depois de quase nove meses de um intenso trabalho coletivo…ufaa…o livro “Retalhos de uma educação contextualizada para a convivência com o semiárido nordestino” será lançado. A publicação (composta por um livro, um jogo educativo e um DVD) sistematiza a bela experiência realizada em Tamboril- CE e foi um dos trabalhos mais realizadores que já tive a oportunidade de participar. Desse modo, espero contar com a presença das pessoas queridas nessa feliz noite na qual comemoraremos a vida, a beleza e a resistência no semiárido nordestino.

Organizações realizam lançamento coletivo que têm como
interface o semiárido

O Fórum Cearense pela Vida no Semiárido (FCVSA), a Frente Cearense por uma Nova Cultura de Águas e contra a Transposição das Águas do Rio São Francisco, o Fórum Cearense de Mulheres e a Cáritas Diocesana de Crateús promovem um lançamento coletivo de vídeos e publicações, no dia 16 de dezembro, na Praça do Passeio Público, em Fortaleza, a partir das 18hs.

Na ocasião, será lançada a coletânea de vídeos “Água: Vida e Alegria no Semiárido” e os livros: “Mulheres no semiárido um olhar feminista” e “Retalhos de uma educação contextualizada para a convivência com o semiárido nordestino”. Os três produtos têm como interface principal a temática da convivência com o semiárido tecendo reflexões acerca de sujeitos  historicamente invisibilizados: as mulheres e as crianças que vivem no campo.

A coletânea de vídeos “Água e Alegria no Semiárido” é uma realização da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) em parceria com o canal Futura. São oito pequenos vídeos que abordam temas relacionados ao uso e aos cuidados com a água. Os vídeos foram produzidos no formato de desenhos animados favorecendo um maior entendimento e identificação por parte das crianças.

Os desenhos animados foram lançados nos nove estados que compõem o semiárido brasileiro e são apresentados como mais uma ferramenta a ser usada nas salas de aula por professores e estudantes. O uso do material não se restringe as escolas localizadas no campo, mas pode e deve ser usada também em áreas urbanas.

Também será lançado o livro “Retalhos de uma educação contextualizada para a convivência com o semiárido nordestino” que aborda a experiência do município de Tamboril, na região dos Inhamuns, com a educação contextualizada. A publicação é uma parceria da Cáritas Diocesana de Crateús, o Projeto Dom Helder Camara e a Prefeitura Municipal de Tamboril. Além de uma reflexão
sobre o caminho já percorrido pela educação contextualizada no município, o livro nos traz também textos, cores e sonhos alumiados pela bonita experiência de Tamboril.

Já a publicação “Mulheres no semiárido um olhar feminista” é organizado por Maria Verônica Guedes e Rivane Arantes e editado pela Organização Não Governamental SOS Corpo. O livro traz artigos de duas autoras cearenses, militantes do movimento feminista no estado: Neudenis Albuquerque, da Escola de Formação Política e Cidadania que é autora do artigo “O corpo que entorta para a lata ficar reta” e Francisca Maria Rodrigues Sena, do Fórum Cearense de Mulheres, assina o texto que fala sobre a convivência com o semiárido e o desafio de construir relações igualitárias.

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Obs: Todo mundo que olha para o convite do evento estranha a palavra “tecitura” escrita com “C”.  Bom, para esclarecer a dúvida geral, explico que existe “tessitura” e “tecitura” e que possuem sentidos distintos. Segue a explicação:

A distinção gráfica é oficial e consta no Pequeno Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (ABL, 1999):

  • tecitura s. f. “fios que se cruzam com a urdidura
  • tessitura s. f. it. “disposição de notas musicais” etc.

»

    • Oi, Tarlis,

      desculpa pela enorme demora em te responder, mas é pq andava afastada do blog. Olha, você deve entrar em contato com a Cáritas e fazer a solicitação. Envie um e-mail para caritascrts@yahoo.com.br ou telefone para (88) 3692-3623. A distribuição do livro é gratuita, portanto, é importante que você fale um pouco da utilidade do material p/ vc. Abraços!

  1. Poxa, que iniciativa interessante. É bom demaaaais ver culturas regionais se multiplicando, ver gente interessada em ensinar as pessoas um pouco sobre o local onde vivem, sobre as coisas que lhes pertencem.

    A gente conversa pouco, mas eu sigo você no Twitter e sempre achei bem interessante as coisas que você posta lá. Tentarei ler aqui também, porque percebi que muitas coisas boas brotam neste blogue.

    Parabéns pelo trabalho!
    Boa sorte aí, Mayara!

    • oi, Douglas,

      feliz com o seu comentário 😉 As experiências que estão contidas nos materiais que cito no post provam que é possível caminhar rumo a uma educação contextualizada. É um processo de formação de sujeitos, pois o conhecimento é construído de forma dialogada e fortalece os vínculos das pessoas c/ o seu local e sua cultura. Que bom que gostou! Vamos continuar trocando ideiais pelo twitter e por aqui tb – vdd q/ ando demorando a blogar, mas eu estou voltando 😉 Abraços!

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