O caso Eliza e a violência de uma sociedade patriarcal

Padrão

Nos últimos dias, os noticiários foram tomados pelo caso Eliza Samudio. Uma história envolvendo sexo, sangue e um jogador de futebol é nitroglicerina pura – prato cheio para a imprensa entreter o público após a saída da seleção brasileira da Copa. Um espetáculo lamentável e digno de repulsa, não só pela espetacularização do crime e pela crueldade com a qual foi cometido, como também pelas reações das pessoas.

O caso me provocou indignação profunda. Mas, igualmente indignantes foram os absurdos que ouvi – tanto de pessoas conhecidas quanto pela internet. É assustador ouvir alguém dizer “poxa, mas o cara acabou com a vida dele”. Esse tipo de comentário tem a mesma raiz de outros que encontrei amplamente na internet: “Trouxa, você fez filho pra pegar pensão? Então cala a boca! Puta é isso. Mulher que faz filho pra mamar dinheiro dos outros, seja quem for! Vagabunda se ferrou!” ou “Estou triste pelo jovem Bruno, um homem realizado na vida profissional e financeira e acabar tudo por causa de um envolvimento com mulher de programa, filho é feito em mulher decente e de honra que isso sirva de exemplo para os homens”.

Ainda há aqueles que disparam, sob moderado pudor: “Era uma aproveitadora, mas ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa, por pior que ela seja.” Essa é uma pequena amostra dos inúmeros comentários que estão pipocando na rede, nos bares, ruas e lares nesse momento. Chego a tremer de indignação ao pensar na amplitude que esse comportamento tem e confirmar que, infelizmente, ainda estamos muito longe de dar um fim à violência contra as mulheres.

Eliza Samudio vem sendo julgada e muitas vezes culpabilizada pela própria morte. A mídia expõe o caso em doses diárias de espetáculo nos telejornais, e a cobertura é pobre, pois não é capaz de trazer uma informação contextualizada que provoque uma reflexão sobre a violência e a desigualdade de gênero.

É o tipo de cobertura que paralisa telespectadores e telespectadoras. Ao se concentrar em mostrar detalhes da vida de Eliza, de Bruno e até de familiares de ambos, a mídia esvazia as possibilidades de reflexão e colabora com a anestesia do público. Este, de tão acostumado com a narrativa folhetinesca, passa a acompanhar o caso como se fosse mais uma novela das oito.

Nesse sentido, as pessoas imediatamente procuram identificar mocinhos/as e bandidos/as. – Bom, mas o bandido precisar ser o assassino, né? É aí que a trama enrola a cabeça do público, pois Eliza – para nossa sociedade machista e patriarcal – não cabe bem no papel de mocinha. Como poderia uma mocinha participar de orgias, de filmes pornôs, tornar-se amante de um famoso esportista e engravidar dele nessa condição?

Para a maioria das pessoas, Eliza não passava de uma simples “Maria chuteira vagabunda”. No entendimento de muitos e muitas, ela cumpriu o fim previsível para mulheres “desse tipo”. E aí o folhetim volta a ter coerência, com a narrativa carregando sua “moral da história”.

No entanto, a moral que devemos questionar é aquela dos que lamentam que o goleiro “tenha acabado com sua carreira”. Possivelmente, é a mesma dos inquisidores que queimavam “bruxas”. É a moral de quem acha natural que homens usem o corpo das mulheres como objeto em orgias, mas que taxam essas mesmas mulheres de vagabundas aproveitadoras – como se os homens não tivessem tirando proveito do corpo delas. A moral de quem se delicia com a indústria pornográfica, mas coloca as mulheres que participam dela no rol das vadias aproveitadoras.

É também a moral de quem chama de aproveitadora uma mulher que engravida em uma transa fortuita, mas não chama de aproveitador o homem que submete uma mulher a transar sem camisinha. A mesma moral de quem acha absurdo que uma mulher exija o direito de abortar, mas acha que, se essa mulher pedir pagamento de pensão, é uma aproveitadora.

Nesse contexto, Eliza Samudio não teria como ser vista de outra forma que não a de uma aproveitadora. Diante disso, eu pergunto – e quem dispôs (e desfez) do corpo dela é o que?

Em “A Dominação Masculina”, Pierre Bourdieu observa que a dominação de gênero é uma ação corporificada, ou seja, o corpo é o lugar em que as disputas de poder se inscrevem. Trago o corpo para essa reflexão por duas razões. A primeira é para afirmar que o corpo feminino sempre foi o espaço no qual os homens exerceram poder sobre as mulheres. A segunda é pela história de Eliza ser uma sucessão de referências ao exercício do poder masculino sobre o corpo das mulheres.

Ficamos sabendo que a mãe de Eliza a abandonou com apenas três anos de idades para fugir das agressões do marido. Depois descobrimos que o pai de Eliza foi condenado por estuprar uma criança de 10 anos de idade (segundo as notícias, filha dele com uma ex-cunhada). Só aí temos dois exemplos fortes de submissão do corpo feminino que devem ter marcado a vida de Eliza.

Além disso, ficamos sabendo que ela participava de orgias organizadas para jogadores de futebol e que trabalhou em filmes pornôs. Aí a gente pega esse elemento e junta ao fato de ela ter se envolvido com um indivíduo que, meses atrás, ao comentar o caso do jogador Adriano, acusado de agredir sua namorada, declarou “Qual de vocês aí, que são casados, nunca brigou com a mulher, nunca discutiu ou nunca até saiu na mão com a mulher? É normal isso aí” mostrando o quanto achava natural agredir uma mulher que se comportasse fora dos seus desejos.

Eliza ousou desafiá-lo e Bruno se viu no direito de “sair na mão com ela”. Fez ameaças, tentou dominar mais uma vez seu corpo ao obrigá-la a realizar um aborto. Não conseguindo, optou por dar fim à vida de Eliza, mostrando, mais uma vez, o quanto o corpo pode ser espaço de exercício do poder.

Dessa forma, situo o caso de Eliza na lista de feminicídios, ou seja, um crime que é subproduto de uma sociedade patriarcal, na qual valores e atitudes conferem aos homens posição de poder e controle do corpo e dos desejos femininos. Nessa posição, muitos homens acreditam possuir o direito de punir as mulheres que se oponham ao controle dos seus corpos.

Por isso, ao invés de assistirmos passivamente a essa trágica história, devemos pensar sobre a nossa parcela de responsabilidade na violência contra as mulheres. Ela é fruto de uma sociedade patriarcal que naturaliza a submissão do corpo feminino e que reproduz cotidianamente discursos e práticas machistas que perpetuam essa situação. Assim, foram violentos os assassinos de Eliza, mas também foi violento o Estado que lhe negou proteção, a mídia que transformou sua morte em espetáculo e todos e todas que passivamente assistem ao desenrolar da história se achando no direito de condená-la por ser mulher.

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  1. Gratificante ler esclarecedor artigo. Sociedade brasileira precisa ser provocada a mudar postura em relação mulher. Padrão de tratamento das questões femininas obedece perverso roteiro que lembra medievo e suas práticas abomináveis. Congratulações.

    • Oi, Conrado,

      que bom ter vc aqui no blog. Espero contar c/ sua presença e colaboração mais vezes….isso é..rs…eu demoro tanto a escrever q/ nem posso dizer p/ vc aparecer sempre..rs. Beijos!!

  2. Excelente artigo. E toda essa postura de condenação prévia da mulher foi demonstrada no desinteresse da própria polícia, que 8 meses atrás nada fez para protegê-la ou investigar as ameaças. E os cretinos agora fazem das coletivas um show para a imprensa. São mesmo personagens de folhetim.

    • Fiquei passada em saber q/ uma juiza negou proteção a Eliza e o uso da Lei Maria da Penha com o argumento de que ela não tinha vinculo com o goleiro….era só sexo. E o fato de estar tentando provar a paternidade dele não apontava nenhum vínculo? Não foi dada a devida atenção às denuncias de Eliza pq ela era, na interpretação comum, só uma “maria chuteira”. Bom, agradeço o comentário e sua visita ;)

      • “Pobre” Elisa né?! Era tão “coitadinha” a infeliz. Parem de julgar alguém antes da própria justiça. Quem vcs pesam que são? Se querem dá uma de justiceiros, que pelo menos sejam para os dois lados!! Contem quem era Elisa de verdade!! A verdadeira face do “anjinho” que de anjo não tinha NADA!! Chantagista das piores, se envolvendo com homens casados por dinheiro e fama! Oportunista, estava atrás do Bruno pelo dinheiro do cara. Vivia indo atrás dele e armando escândalos para prejudicar a carreira do rapaz. Agora porque supostamente morreu, virou “santa”, “pobre coitada”????

  3. Oi May. Entro aqui pela primeira vez, uma amiga enviou seu endereço pelo twitter…Concordo em vários aspectos, comentários como esses que você postou em ” ” e que ouvimos todos os dias nas revistas, tv, ponto de ônibus e etc etc etc me provocam calafrios. Entretanto, muitos questionamentos me surgem quando leio seu texto. Gostaria de dividí-los e assim, quem sabe, debatermos, discutirmos…
    1- Quando fala de usar o corpo da mulher como objeto em orgias…Isso me parece já “objetificar” o corpo da mulher. Digo, pensar que o homem “dispos” do corpo da mulher, já não é um olhar machista? Como se a mulher sempre estivsse submetida a vontade do homem, como se ela mesma não tivesse vontades?
    2- Faço a mesma análise com relação ao uso da camisinha (quando diz que o homem submete a mulher a transar sem camisinha).
    3- Se Eliza é uma sucessão de referências ao exercício do poder masculino sobre o corpo das mulheres, Bruno também não deixa de ser?

    Hmmmm, essa última é a mais delicada…Portanto, quero deixar claro que não o estou defendendo, de forma alguma. Um crime que choca tremdendamente por sua barbariedade.
    Vi muitos que se chocaram porque ele tinha a vida feita, e jogou tudo pra cima ao cometer esse crime. Quando analiso vejo isso tão equivocadamente. Um pensamento perigoso. Então, se ele não tivesse nada a perder, explicaria melhor? Afinal, que lógica é essa? O que faz pensar que a pessoa que saiu de uma vida difícil e agora ganha rios de dinheiro, é uma vencedora? O que é ser vencedor?

    Bom, deixo aqui essas perguntas e vamos nos falando! Beijos

    • Oi, Carla,

      Fico muito grata pelo seu comentário e suas observações são valorosas. É realmente importante esclarecer os pontos que provocaram dúvidas.

      A análise que você faz de que as mulheres também são sujeitos nesse processo é absolutamente correta. As mulheres têm desejos e são sujeitos de escolhas – tanto de participar de orgias, quanto de filmes pornôs. Acho legítimo que as mulheres possam optar também por isso, mas a questão é que o julgamento feito sobre elas é completamente diferente do julgamento feito dos homens que realizam as mesmas práticas.

      A outra questão que pretendo pontuar é onde está o limite desse poder de escolha. Não situo isso apenas na dominação, mas quero atentar para os mecanismos pelos quais essa dominação opera e se inscreve na subjetividade coletiva, ou seja, o jogo da dominação só tem sucesso pq os dominados se integram como parte da dominação, muitas vezes, sem perceberem a lógica que os aprisiona. Por exemplo, até que ponto uma mulher escolhe ser “Maria chuteira” ou fazer um filme pornô? Perceba que não estou negando que possa ser um ato consciente – não quero dizer que as mulheres não sabem oq estão fazendo -, mas quero dizer que existem mecanismos sociais que operam para limitar as escolhas dessas mulheres. Eu não vejo muita diferença (no que diz respeito à dominação dos corpos) das mulheres que eram obrigadas a esconder o corpo completamente para as que exibem seus corpos em revistas masculinas. Ambas têm o corpo “modelado” para satisfazer expectativas masculinas.

      Sobre o uso da camisinha, situo na mesma lógica já exposta. Realizando trabalho para prevenção de DST’s, com grupos de mulheres da periferia de Fortaleza, aprendi que não é possível colher resultados significativos sem tratar a questão de gênero e o empoderamento das mulheres. Muitas daquelas mulheres conheciam e sabiam como usar uma camisinha. Pq não usavam? Pq não tinha coragem de exigir dos homens esse uso.

      A relação de poder é muito subjetiva e não está limitada apenas a violência física contra o corpo. Nos grupos de mulheres casadas, era possível perceber o receio de exigir dos maridos o uso de preservativo (tanto q/ as estatísticas apontam q/ o HIV tem se disseminado rapidamente entre mulheres casadas). A mesma questão tratada com grupos de adolescentes mostrava uma insegurança delas em exigir o uso do preservativo. Os vários motivos, que vão do medo de ser chamada de puta até o medo de não agradar sexualmente o parceiro, estão intimamente relacionados à submissão do corpo feminino aos desejos do sexo oposto.

      Sobre seu último ponto, concordo com você. Acho que da mesma forma que Eliza tem uma história marcada por machismo, Bruno também teve. As declarações e a forma de agir do goleiro não negam que provavelmente cresceu próximo de uma realidade na qual mulheres são tratadas como objeto.

      Agradeço a sua colaboração e estou sempre disposta ao debate. Grande Abraço!

  4. Esta gente tem que ter acompanhamento psiquiatrico pois o jogador de futebol tem que saber que quando se tem muito dinheiro, grandes patrocinadores e pouca inteligencia e “good advise” ( gostaram do ingles!!!!) foram parar na sargeta. Muita gente se aproveita, se aproxima, tira vantagem de situacoes emocionais do jogador…os clubes deveriam sujprir acompanhamento psicologico para cada jnogador do plantel a fim de se evitar o complexo de “Deus”!

  5. Ontem, assistindo o fantástico fiquei abismada. Toda a matéria transformou-se numa ode ao assassino – depoimentos de amigos e parentes ilustrando como Bruno é “bonzinho”, como ajuda a comunidade em que nasceu, entre outras coisas. Isto é, faltou só a aureola para canonizá-lo.
    Quanto a Eliza, esta só é um obstáculo na vida do pobre jogador que saiu da miséria anônima para o dificil mundo dos famosos endinheirados.
    Ele é ídolo, ela é p#ta! E isso define quem a sociedade machista quer condenar!
    Parabéns pelo post e que a gente, um dia, consiga acabar com os “feminicidios” que você tão bem denominou!

      • Talvez se fosse uma matéria santificando a “coitada” da Elisa, vc teria gostado? Para de ser alienada, ficar julgando o cara sem saber a verdade!! Vc tem alguma prova da sua culpa?? Estava lá? Sabe o que realmente aconteceu? Acho que não né?!! Duvido que se algum crime ocorre na sua frente, vc se manifesta. Agora como o cara é famoso, e criar polemica é de graça, qualquer um falar merda!

  6. Muito bom este texto. Veio em um momento muito oportuno. Fui ao cimena ontem assistir o filme “Flor do Deserto”. Realmente a sua abordagem sobre a dominação do corpo feminino é muito verdadeira. O filme trata de um problema que está inserido no que você menciona no seu texto.
    Meus parabéns pela iniciativa!

  7. Parabéns pelo post, Mayara, muito lúcido. Eu também escrevi sobre o caso, mas faz duas semanas, antes dos detalhes escabrosos virem à tona: http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2010/06/o-goleiro-e-culpa-da-ex-amante.html
    Hoje já não aguento mais ver a cobertura da mídia.
    Difícil negar que este assassinato cruel seja um feminicídio. Quem diz que a morte de Eliza não tem nada a ver com o fato d’ela ser mulher está negando todo um contexto de violência contra a mulher na sociedade.
    Prazer em conhecer teu blog! Vi no “quem sou eu” que vc é de Fortaleza. Eu estou morando aqui agora, olha a coincidência!

    • Oi, Lola,

      já conheço seu blog (gosto muito) e é um prazer ter vc por aqui. Agradeço o comentário! Ahh…lembro de ter visto um post seu falando q/ estava vindo morar em Fortal…já tem uns meses, né? Está se adaptando a cidade? Espero q/ sim e q/ possamos nos encontrar um dia p/ bater um papo. Abraços!

  8. Muito bom o texto! Sempre que alguém vem comentar do caso comigo eu falo sobre como a imprensa tem se empenhado em mostrar Eliza como uma vagabunda, exibindo sempre fotos dela em que ela está de biquini mostrando a bunda, numa tentativa (bem sucedida, infelizmente) de desqualificá-la e torná-la culpada pela própria morte.
    E também agora que está clara a participação do goleiro Bruno no assassinato, surge essa “notícia” da tatuagem que o comparsa dele tem com o nome dele e as palavras “amor eterno” nas costas, numa tentativa de “sujar” a imagem de Bruno insinuando que ele teria uma relação homossexual com o tal do Macarrão.
    É impressionante como a sexualidade de alguém é usada como argumento quando se quer inventar ou reforçar a culpa de alguém num crime.

  9. Apenas uma questão: Se ele fosse contínuo ou motoboy, ela se “submeteria a uma transa sem camisinha” ou sequer olharia para a cara dele?

    Logo, a tese da dominada é funcional quando é conveniente para a teoria da vitimização. Veja que aqui o ponto não é julgar merecimento ou não na morte dela (que no meu entender é um crime ordinário e ele deve ir preso) mas sim questionar a validade de sua tese frente a decisão dela de usar um filho para fazer caixa.

    Ela provavelmente foi a todas as orgias porque quis. Se ela não tem capacidade de escolha, não é problema então de feminismo/machismo, mas sim que ela seria uma retardada mental.

    Provavelmente ela o conhecia um pouco para saber que ele estava longe de ser educado como um lorde ingles. Até nós ja sabemos que ele andou batendo em prostitutas. Se ela entao não sabia, mais um ponto para a tese de retardamento.

    O fato é que ela fez uma escolha, a de andar com pessoas de baixa instrução e educação, em prol de uma suposta vida que lhe parecia vantajosa. É sabido que andava com outros jogadores, logo é de se supor que buscava conscientemente este estilo. Mais uma vez, o encarregado do almozarifado não era o que a seduzia… Portanto, pagou com a vida por escolher mal e tomar decisões mau pensadas. Escolheu o pé de meia errado.

    • Caro,

      não tenho a intenção de fazer uma vitimização de Eliza (até pq ela é vítima de fato – não preciso fazer força p/ mostrar isso). Sobre o desejo de participar de orgias e etc..indico q/ vc leia minha resposta a Carla, pois já tratei disso lá. Por fim, fico passada com afirmações do tipo “ela fez uma escolha, a de andar com pessoas de baixa instrução e educação” – claro preconceito de classe. E também com “ela seria uma retardada mental”…um absurdo o preconceito contra pessoas q/ tem deficits mentais e uma péssima forma de tentar justificar as atitudes de alguém. Por fim, vc diz “pagou com a vida por escolher mal e tomar decisões mau pensadas” ..é. definitivamente vc acredita q/ Eliza foi culpada pela própria morte e sobre pessoas q/ pensam assim eu já falei longamente no post.

      • Elisa não era retardada metal. Ela era ou é sem vergonha mesmo!! Oportunista, sonsa, interesseira, não que ela mereça o que supostamente lhe ocorreu. Mas que ela procurou, eu não tenho dúvidas!

  10. Ela se meteu com um monstro. Esperava o quê?
    Tinha um ingresso carimbado pra tal “violência contra a mulher”.

    Também não acho esse parvo um ídolo, um símbolo de sucesso e compartilho da indignação ao ver pessoas dizendo coisas do tipo.
    Mas o caso é que ela não morreu POR CAUSA da sociedade patriarcal. A sociedade patriarcal só dá as caras no momento em que o povão brasileiro fica do lado do goleiro.

    Ela morreu porque se envolveu com bandido. E ponto.
    Podia ser o goleiro Bruno, ou a goleira Bruna. Se a tal goleira Bruna fosse amiga de assassinos, o que esperar de uma mulher (ou até mesmo homem) que se envolve com ela?
    R:Violência.

    O crime não ocorreu porque ele era homem e ela mulher.
    A adoração ao bandido, sim, concordo.

    Esse crime foi de gênero neutro. Não tem sentido em conjecturar formas de se “evitar mais violência contra a mulher” aí.
    Chantagear bandido é uma coisa que traz problemas pra qualquer um, independente do gênero.
    É como uma mulher morrer num assalto, e virem culpar a tal “violência contra a mulher”. É outro caso de crime neutro, em que o bandido pouco se importa se a vítima é mulher ou homem.
    Se um rapaz estivesse chantageando o bandido Bruno, teria acabado da mesma maneira.

    Novamente, concordo com a luta em quebrar essa visão patriarcal de que o homem está certo e ponto, no que diz respeito ao que pensou a sociedade.
    Agora, dizer que o crime ocorreu por culpa da sociedade patriarcal não faz qualquer sentido.
    Como dizer que mulheres que são assaltadas, o são por culpa da sociedade patriarcal.

    • Huahuahuahuah, que ridículo!!

      Então, exigir pensão alimentícia para o filho daquele bosta de goleiro é chantagear???

      Claro se fosse ela quem tivesse jogado abandonado o filho, seria uma puta, vagabunda, que mereceria a morte. Já ele pode ignorar o pivete que está tudo bem. O fato dela lembrar a ele que ela não fez o filho sozinho é o que a torna uma Intereisseira chantagista vadia.

      E a galera ainda é cega e não vê onde há “Discriminação contra a mulher”.

      Vamos brincar de pensar. Põe o tico e teco pra funcionar e usem uma mesma medida para os dois sexos.

      Ps: Acho que não ouvi uma só vez no caso daquela moça loira que matou os pais algo como “Culpa deles!! Criaram um monstro!”
      Que coisa.

  11. Pingback: Corpo feminino e moda « Valor ácido

  12. Exerço uma profissão onde 90% são mulheres e já ouvi vários relatos de colegas que sofreram violência doméstica,seja física, verbal ou pura imposição de vontades. Da mesma forma, ouvi essa semana alguns comentários de mulheres justificando o injustificável -” ela morreou porque era p#ta, aproveitadora, etc.”-
    Fico indignada como você.
    Parabéns pelo texto, muito proveitoso, torço para que suas idéias se propagem nas cabeças e que possamos discutir mais e mais.
    Congratulations!!!!!!!!!!!

  13. Pingback: Sugestões de leitura « Cynthia Semíramis

  14. Oi May,
    É bom saber que existem pessoas, que como você fazem, este tipo de questionamento com lucidez e sem a paixão que o embate entre os sexos às vezes desperta.
    Além do mundo todo, nós mulheres, acho, somos machistas por natureza. Não apoiamos, não damos colo, apontamos e execramos as pessoas do nosso sexo em qualquer situação de assédio, traição, violência, separação, estupro, etc, etc…A mulher torna-se sempre a bandida. Costumo dizer que homens nascem reis e mulheres, as sábias, conquistam, a duras penas, a majestade.
    Precisamos primeiramente ser mais solidárias e complacentes entre nós mesmas, depois tomar ciência de nosso potencial sem querer desempenhar o papel ou imitar o homem em atitudes imaturas e sabidamente erradas. Homens são homens com seus direitos e deveres, mulheres são mulheres com seus direitos e deveres. O que deve permear o relacinamento entre ambos é o bom senso, a lealdade, a ética e o respeito. Sem isto instala-se o caos como no caso citado .

  15. É a tradicional visão, e aparentemente que será milenar em nossos hábitos (nós no sentido nacional), do cara garanhão e da mulher puta num mesmo contexto. O fluxo de relações pode sempre ser o mesmo, mas dependendo do sujeito, uma determinada situação pode ser louvável (no caso dos homens que adquirem um status social de pegadores) e repreensível (no caso das mulheres que adquirem o status de galinhas). O problema que desembocou no crime de Elisa não foi o mesmo que o julgamento reducionista das pessoas, encontrando uma única e principal causa merecedora daquele fim trágico; antes, deveria-se combinar a constelação de fatores que motivaram o crime, dentre eles a potencialidade de crueldade dos acusados e o hábito de “barraqueira” ao qual a vítima se dispunha. No fim das contas, dá no que dá e a mídia só quer ganhar em cima disso de uma maneira tal que, se não fossem as Samudios, Richtofens, João Helios, Eloás, a grande mídia enlouqueceria. A mídia se faz no gosto do povão, e o gosto do povão, como diz o grande Marçal Aquino, preza justamente a destruição.

    Parabéns pela reflexão. Pensei que passaríamos batidos e limitados ao que a grande mídia nos coloca para engolir.

  16. May,

    Análise primorosa sobre o caso Eliza. É impressionante o quanto estão culpando Eliza por sua própria morte bárbara. Impressionante o quanto machista ainda é esse país. Dá medo, e dá indignação também, lembrando a todas nós, feministas, o quanto ainda temos de lutar para destruir o preconceito de gênero e o verdadeiro genocídio a que estão submetidas as brasileiras.

    Abraços!

  17. Pingback: O caso Eliza e a violência de uma sociedade patriarcal – Mayara Melo « Bazar21

  18. Recebi o permalink do seu post via Twitter. Muito bom, não conhecia essa obra de Bourdieu que você citou.

    Justificar que o Bruno cometeu esse crime por ter baixa escolaridade ou que é fruto do comportamento imprudente da Eliza é ridículo. O caso, também recente, da advogada Mércia Nakashima mostra que a violência contra a mulher não tem classe social.

    O que mais me choca nos casos recentes de violência contra a mulher é o fato do agressor já ser conhecido e reincidente. As autoridades só agem depois que as ameaças e agressões se transformam em assassinato.

  19. Querida Autora, sou professor a algum tempo na rede estadual de educação. Sou de um tempo onde os valores fundamentais eram outros. Na minha época de aluno, os homens que mais faziam ‘sucesso’ com vocês mulheres eram aqueles que tiravam as melhores notas, os mais dedicados, os melhores alunos, os mais atenciosos, gentis e educados, em suma, mais cavaleiros com vocês. Um homem para conquista-las precisavam ser isso ou pelo menos precisavam aparentar ser assim. Nestes anos vi muita coisa mudar. Vi a violência aumentar, a gentileza e a cordialidade desaparecer, vi o culto a ignorância prevalecer. Infelizmente muita coisa mudou. Nós professores somos todos os dias vítimas das mais diversas ameaças e violência proferida por alunos e pais. As pessoas de hoje são desinteressadas, não querem ler, não querem estudar. São intolerantes as frustrações, não sabem ouvir não como resposta. Uma nota fraca para um aluno é motivo de ameaças, ou nos casos mais amenos desprezo pelo seu trabalho por parte dos alunos. “Qualé mermão minha nota num tá legal, tu me sacaneu” é o que se mais ouve nesses casos. Então respondo você foi mal na prova precisa estudar mais. Vem a resposta. ” Qualé tio num perco tempo qüisso naum, vida é curta demais pra se ocupá cum essas coisas”. Muitos usam Nike, roupas da ultima moda, e tem envolvimento com o trafico de drogas ou com a criminalidade. Mas fazem um sucesso tremendo com as meninas, apesar de tratarem elas pior do que costumam tratar nós professores. Assim como os homens, a qualidade das mulheres também piorou. São também mais grossas, mais mal educadas, mais burras. Nesse meio tempo assisti a uma mudança de valores tremenda. Vi crescer o sentimento de onipotência e inconseqüência, pessoas que acham que podem tudo, inclusive matar a troco de um pirulito. Cada dia vejo mais mães-crianças cuidando de outras crianças. Vi o sucesso a qualquer custo prevalecer e de preferencia que este sucesso seja obtido sem esforço e de maneira muito fácil. Não importa como você consegue uma roupa Nike, o importante é te-la pois você vai ser amado por isso. Vai ser respeitado por isso. Dentro da sala de aula de hoje o aluno estudioso tem vergonha de dizer que estuda. Provavelmente boa parte das garotas nem vai enxerga-lo. O estudioso perdeu espaço para novo Rei do Pedaço, o Chefe de Gangue. Hoje é ele que tem status. Mas o que isso tem a ver com o caso Bruno? Não tem nada. Tem tudo.

  20. Olá May! Em primeiro lugar queria deixar bem claro que repudio qualquer forma de violência, seja física ou psíquica. Ao ler o teu artigo sobre Eliza, dei por mim a pensar de uma forma generalizada e não apenas neste assunto em particular. Será que a mulher é sempre o elo mais fraco da história? Será a mulher sempre vítima e nunca será réu. Será que não existe mulheres, tal como existe homens a procura ” agarrar ou outro a qualquer preço” para ter proveito da situação do outro. Não quero acreditar, que todos os jogadores de futebol, sejam amorosos, lindos, inteligentes ( poucos ), respeitadores. Mas muita mulher, vai atrás, não medindo o perigo no qual se está a sujeitar, apenas para ter uma vida fácil. Deixa-me relatar uma situação que deixou de alguma forma revoltado. Foi o seguinte: Tenho um casal amigo, no qual o homem não queria ter filhos, desde de início ele sublinhou esse facto a mulher. A mulher sempre aceitou o facto e concordou. Uns meses mais tarde ela fica grávida inesperadamente, eu como conhecia o “pacto” entre ambos perguntei, como aconteceu aquilo. Ela que era muito amiga minha me pediu segredo e me revelou a seguinte situação. ” eu engravidei, porque quis…já que meu marido não queria deixei de tomar a pílula”. Fiquei estupefacto, sem saber o que dizer! Continuo a guardar o segredo que já não é….Agora pergunto será que a mulher não abusou do homem, Como se sentirá aquele homem ao saber que foi traído no seu desejo, pela mulher que jurava ama-lo. Conclusão, mais um casal separado com uma criança a não poder ter o amor e carinho dos pais na mesma casa e em simultânea. Queria chegar a seguinte conclusão…pelo menos na sociedade onde vivo, existe abusos e excessos tanto da parte feminina como masculina. Lembro de um caso em Portugal ” Homem esvaziasse em sangue depois de uma discussão com a esposa”. Para concluir a minha, primeira participação, queria salientar dois aspectos. Primeiro o caso Elíza foi de facto horrendo, um acto animalesco. Segundo por vezes discordando de ti, não significa não respeitar a tua escrita, a tua pessoa… afinal estamos cá para isso, discordar de forma civilizada, para que a sociedade cresce de forma harmoniosa em todos seus aspectos. 7H vou trabalhar! Força continua. Com os meus respeitosos cumprimentos.

  21. Pingback: Fé e Razão / Fides et Ratio » O feminazismo de rebanho

  22. Olá May! Meu nome é Carla, mas me chame de Cacau. Sou de BH, Minas Gerais.
    Acabei de ler seu texto, enviado por uma amiga via email. Parabéns pela abordagem tão complexa de um assunto que ainda é tão pouco discutido. As mulheres vem ganhando seu espaço na sociedade, mas ainda falta muita coisa para acabar com esse machismo violento que tem gerado milhares de mortes.
    Você foi realmente sábia ao colocar cada palavra, cada parágrafo a respeito desse assunto que como você mesmo citou virou “novela das oito” na TV.
    Ninguém tem o direito de julgar a Eliza. Nada justifica um crime violento e cruel!
    Cada um faz de sua vida o que quer. Se a Eliza fazia programas, orgias, filmes pornôs isso não cabe às pessoas atirarem pedras. Com certeza isso tem a ver com moral e também com uma sociedade preconceituosa e machista.
    As pessoas não precisam ser coniventes com as atitudes “imorais” (digo imorais porque assim a sociedade julga)de Eliza, mas também não tem o direito de agir com tamanho preconceito. Respeitar o estilo de vida e o caminho que cada um decide seguir é obrigação e DEVER de todo cidadão. Eliza tinha os direitos dela como ser humano, independente se ela era garota de programa ou não porque antes de ser garota de programa ela era MULHER e ainda estava reivindicando seus direitos de mãe.
    Li os comentários deixados em seu blog e vi a falta de educação por parte de alguns ao exporem suas opiniões e ficou claro que fazem parte do grupo machista de nossa sociedade. (homens e mulheres). Uma pena!
    Ainda bem que não tenho ouvido os absurdos que você diz estar ouvindo sobre Eliza. As pessoas com quem falo a respeito desse crime cruel tem tido a mesma opinião que eu, e os jornais locais não tem colocado Eliza como aproveitadora não, pelo contrario muitos jornalistas tem mostrado indignação quanto à frieza dos apontados pelo crime. Quando Bruno e os outros acusados chegaram a Belo Horizonte a população se concentrou em frente ao DI manifestando aos gritos tamanha indignação e repudio pela crueldade cometida a Eliza.
    Como educadora eu luto para que esse preconceito contagioso seja aniquilado de nossa sociedade. E que tenhamos uma sociedade mais sábia, justa e misericordiosa. Atirar pedras aos outros pode ser sentença de julgamento para quem o faz!
    Mais uma vez, parabéns pela iniciativa de escrever sobre o ‘caso Eliza’ que com certeza se remete diretamente à violência contra a mulher.
    Abraço,
    Cacau

  23. Olá Mayara,

    Vi o link do seu blog no texto de hoje do “Lola escreva Lola”. Gostei muito do seu texto, voce fez uma maravilhosa reflexão à proposito desse crime horroroso. Fatos como este crime me fazem pensar em como no Brasil as mulheres não são cidadãs, como deixou claro a juíza que negou assistência à Eliza pois sendo amante do homem que viria ser seu algoz ela não teve direito a ser protegida pela lei, só esposa/vítima é que tem direito, validado pelo matrimonio que faz da mulher uma pessoa digna de assistência. Casos como este me deixam triste e indignada com a situação da mulher na sociedade.

    Abraço

  24. Não existe santo nessa história,para mim nesse caso,os 2 causaram isso e ponto final.
    Isso é uma realidade presente na população de pouca educação e situação de miséria.
    E por favor não confunda “Golpe da Barriga” com “Sexo por dinheiro” , nada é certo,mas achei esta parte no mínimo esquecida.
    Obrigado

  25. Uma mulher é assassinada no Brasil a cada duas horas!
    Milhares de mulheres são assassinadas no Brasil todos os anos.
    A Anistia Internacional já denunciou o Brasil aos Órgãos Internacionais várias vezes, pq o governo e seus representantes não tomam providências de modo a garantir a segurança das mulheres brasileiras.
    O Brasil tem uma das sociedades mais maxistas do mundo!
    É triste…. ! E já estamos no século XXI, mas a cabeça das pessoas continua na Idade Média.
    Eliza Samúdio era livre, solteira e desimpedida.
    Ela podia fazer o que quisesse da vida dela.
    Ela tinha liberdade, garantida pela constituição, de se deitar com quem bem quisesse.
    Ainda que ela decidisse trabalhar como garota de programa ou atriz de filme pornô, ainda que ela decidisse trabalhar como profissional do sexo, ainda assim ela deveria ter seus direitos respeitados e garantidos, assim como os direitos do seu filho também.
    Quando o monstro bruno se deitou com ela, ninguém o obrigou.
    quando ele transou com ela sem usar camisinha, ninguém o obrigou.
    pelo q eu saiba, eles tinha a mesma idade: + ou – 24 / 25 anos
    o monstro bruno não é criança e já tem IDADE SUFICIENTE para responder pelos seus atos.
    Fez sexo sem proteção, ela engravidou, teve o bebê,
    então entre as obrigações dele temos: registrar a criança e pagar pensão.
    ( De acordo com todas as leis em vigor no Brasil, a começar pela CONSTITUIÇÃO FEDERAL )
    ( Veja abaixo )
    Desde que foi aprovada a Constituição de 1988, nenhuma criança no Brasil pode mais ser registrada somente em nome da mãe. Quando isso acontece, o Ministério Público precisa interferir e exigir que seja aberto um processo de investigação de paternidade, pois toda criança tem direito de ter sua maternidade e paternidade reconhecidas legalmente.
    Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
    > > > > > > > > > > > > > > > > > > > DURMA-SE COM UM BARULHO DESSES !
    Fonte(s):
    Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

    I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

    II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

    III – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

    IV – é livre a manifestação do pensamento, etc…

  26. Pingback: Sexismo emburre e mata! | Viomundo - O que você não vê na mídia

  27. Pingback: Sexismo emburrece e mata « Luminária de Idéias

  28. Pingback: Blog Leituras Favre

  29. Pingback: SOCIEDADE | Sexismo emburrece e mata « Blog do @lotsemann

  30. Pingback: O Outro Lado da Notícia » Sexismo emburrece e mata

  31. Mayroses, a contundente crítica social presente nesta postagem revela o quanto ainda é necessário mudarmos nossa percepção dos fatos tratados com tamanho sensacionalismo, os quais, por muitas vezes, contribuem para ampliar as manifestações discriminatórias. Peço licença para divulgar seu trabalho na meu espaço virtual.

    Abraços,

    Tânia B. Teodoro

  32. Pingback: Sexismo emburrece e mata « Dukrai's Blog

  33. “Então, exigir pensão alimentícia para o filho daquele bosta de goleiro é chantagear???
    Claro se fosse ela quem tivesse jogado abandonado o filho, seria uma puta, vagabunda, que mereceria a morte. Já ele pode ignorar o pivete que está tudo bem. O fato dela lembrar a ele que ela não fez o filho sozinho é o que a torna uma Intereisseira chantagista vadia.
    E a galera ainda é cega e não vê onde há “Discriminação contra a mulher”

    Ela ameaçou contar os podres dele para a polícia se ele não pagasse uma certa quantia (bastante alta, no caso).

    Ele, chantageado e encurralado, matou-a.

    No fim, ela era uma pistoleira e ele um bandido de merda. Ambos são (era, no caso dela) lixo humano.

  34. Pingback: Sexismo emburrece e mata!!! « Grupo Feminista Vania Araujo

  35. Feminista vê machismo em tudo. A morte de eliza não foi porque ela era mulher, mas porque ela era uma pistoleira que queria se dar bem. Ela não engravidou “de sem querer” e com certeja negaria o aborto mesmo se pudesse fazê-lo. Ela engravidou para exigir pensão, portanto não era santa nenhuma. Ninguém passou a mão na cabeça do Bruno. Todo mundo condena ele por sua conduta, seja como homem promiscuo, marido adultero e também como cidadão agressivo e desordeiro.

    Defender mulheres como Eliza é desmerecer as mulheres de bem. A mulher que defende sua honra, que não faz sexo por dinheiro, que é honesta e não tenta enganar os homens para subir na vida. Defender Eliza é como defender um bandido. Se uma piranha feito ela é igual a qualquer mulher, então não adianta nada a mulher se dar ao respeito. Olha só quem é que não valoriza as mulheres, vocês feministas.

  36. Pingback: Minhas Asas Feministas « Dolcinha

  37. Engraçado, o meu blog A Vez das Mulheres fez uma referência a esse texto e não apareceu aqui:
    http://avezdasmulheres.wordpress.com/2010/07/20/eliza-samudio-maria-da-penha-e-nazismo-l/
    A verdade é que as mulheres gostam de canalhas, pisam nos homens que prestam e quando podem usam a buceta pra subir na vida.
    Abaixo o Holocausto dos Homens e a hipocrisia feminazista.
    Beijos
    Imaculada
    http://avezdasmulheres.wordpress.com/

  38. Pingback: Violência contra a mulher não é crime passional | Groselha News

  39. Pingback: Escrevinhador

  40. Pingback: Bia Cardoso: Violência contra a mulher não é crime passional « Instituto Zequinha Barreto

  41. Pingback: Bia Cardoso: Violência contra a mulher não é crime passional « Solidariedade Socialista's

  42. Pingback: Bia Cardoso: Violência contra a mulher não é crime passional « Liberdade de Expressão e Comunicação

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